A importância do Método Canguru: Coluna Vida de Prematuro na Revista Crescer

Boa noite a todos!

Hoje, venho compartilhar o novo texto da Coluna Vida de Prematuro da Revista Crescer sobre a importância do Método Canguru para bebê e pais prematuros.

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Venho hoje expressar o meu desejo em dialogar sobre como é possível humanizar o período de internação em uma UTI Neonatal/ Pediátrica, realçando um dos Métodos que, ao meu ver, como mãe de 2 prematuros, é o “ coração” da humanização. Essa vontade surgiu muito forte dentro de mim, especialmente diante de tantos depoimentos que tenho recebido sobre as dificuldades que os pais, ainda enfrentam, em colocar os seus prematuros em seus colos e aconchego afetivo, realizando o Método Canguru.

Afim de curiosidade, o Método Canguru teve sua origem na Colômbia, no final da década de 70, com o principal objetivo de promover melhores condições no acompanhamento do prematuro, especialmente quanto ao ganho de peso, estabilidade térmica,  melhora na função cardíaca, respiratória, imunológica, menor tempo de internação e promoção do desenvolvimento psíquico e afetivo de mãe e bebê. Inicialmente, era intitulado mais como Método Mãe Canguru, exaltando a grande importância da proximidade entre mãe e bebê, mas, atualmente, sabemos o quanto a participação do pai ou de pessoas que ofereçam o cuidado afetivo diante da ausência ou impossibilidade da presença  dos genitores também pode promover o bem estar ao bebê, como a presença dos avôs. Já que de fato uma das medidas que não pode faltar para todo e qualquer bebê e família prematura é a promoção do contato pele a pele, o que chamamos de toque nutritivo, o que gera além, de todos os benefícios pontuados acima, uma melhor organização neurológica para os bebês e aumento de produção de leite materno.

Basta lembrarmos do quanto os nossos bebês se acalmam em nossos colos, melhorando as taxas de saturação e dormindo em nossos braços. Nesse momento de interação profunda entre nós, mães e nossos bebês, nossa mama se enche de leite, não é mesmo? Porque não é somente o bebê que deseja sentir o cheiro, o toque, a voz de sua mãe e pai. Nós também desejamos e precisamos dessas sensações. Ao sentir os nossos bebês em nossos colos e peitos, também nos acalmamos, tranquilizamos, consequentemente, a produção de leite pode aumentar e/ ou iniciar.

Sabemos que em alguns momentos durante a internação de nossos bebês é aconselhável sim que eles fiquem mais quietinhos na incubadora, não exigindo tanta movimentação deles, poupando o gasto energético. Afinal de contas, colocar um prematuro extremo de 500, 600 gramas requer movimentação desse pequeno ser. Porém, não possibilitar que esse bebê vá para o lugar que mais gera segurança e tranquilidade para ele enfrentar todas as sensações difíceis de uma UTI Neonatal, por ainda não estar completamente estável, ou ainda usando equipamentos e/ ou oxigênio, ou pela necessidade de mobilizar uma fisioterapeuta, uma enfermeira ou médico como explicação para que os pais percebam que não farão o canguru, é um crime! Prematuro se estabiliza e desestabiliza em questões de segundos. Por isso mesmo nós mães e pais de UTI precisamos nos acostumar com o grande contexto de ¨montanha russa¨ que o hospital nos apresenta.  Bebê grave e instável também deve ter o colo como o seu lugar principal de afeto. Se bebê grave não pudesse vir para o colo diante da instabilidade e gravidade clínica, como eu teria conseguido segurar a minha filha que nasceu de 23 semanas e 1 dia e acompanhado casos de prematuros com 22 semanas e 5 dias, instáveis e indo para o colo de seus pais? É claro que para colocar um bebê mais grave no colo requer uma maior mobilização da equipe, mas esse motivo não pode ser empecilho para o Método Canguru. A equipe precisa pensar que muitos pais que perderam seus bebês, tiveram as marcas do contato afetivo com seus filhos naquele método canguru que mobilizou muitos da equipe. Para muitos pais de bebês anjos é essa marca afetiva que carregarão para sempre em seus corpos e coração.¨

Se você deseja ler o texto na íntegra, basta clicar no link abaixo:

https://revistacrescer.globo.com/Colunistas/Teresa-Ruas-Vida-de-Prematuro/noticia/2020/02/importancia-do-metodo-canguru-na-vida-dos-prematuros.html

Dudu, gemelar de Miguel, nascido após o seu irmão com 22 semanas e 5 dias no colo e afeto de seus pais, ainda aqui na Terra

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