A Maternidade deve ser uma escolha afetiva.

Queridos seguidores, eu estou todo este tempo sem escrever, pois a correria cotidiana, simplesmente aumentou muito nas duas últimas semanas.Exatamente, diante de tantos afazeres e funções e diante também de diversas conversas com mães e amigas, estou chegando a uma conclusão. Gostaria de compartilhá-la com vocês para que as mamães e/ou futuras mamães seguidoras deste blog opinassem também.A minha conclusão é que a escolha por ser mãe e enfrentar todo o mundo que a maternidade nos propõe é uma escolha que deve ser, obrigatoriamente, AFETIVA.Compreendo aqui que afeto não é somente um conjunto de sentimentos, mas antes de tudo uma condição/um estado/uma pré-disposição a construir uma relação com o outro.Eu tenho sentido, desde o dia em que a Maitê Maria nasceu, que ser mãe é estar ao lado, é estar disponível, é estar presente. Porém, não é estar presente apenas corporalmente, com o coração e a alma “carregados” de angústia. É uma relação na qual é possível compreendermos que este “estar ao lado” é justamente acolher e significar as necessidades e questões que os nossos filhos nos trazem, sem cobrar nada em troca.Não estou querendo dizer que as mães precisam ser perfeitas e/ou sem questões/problemas internos. Não é isto mesmo, afinal de contas a vida não é um livro de contos de fada.  Porém, tenho percebido que o mundo da maternidade requer um maior autoconhecimento, requer um grau de maturidade emocional/pessoal capazes de sentirem e compreenderem o real significado do amor incondicional entre mãe e filho.E digo mais minhas amigas mães seguidoras, se eu já era adepta de terapias antes mesmo de ser mãe, agora eu tenho uma certeza: decidiu ser mãe? Ok! Maravilha! Porém, não podemos nos esquecer de continuarmos o nosso processo de autoconhecimento e reflexões diárias.Afirmo isto, pois o dia a dia da maternidade é uma bolha de questões que envolvem a sua maturidade pessoal e afetiva. E, além disso, uma capacidade “camaleão” de nos adaptarmos frente aos infinitos inesperados do dia a dia.Frequentemente, os inesperados são tantos, que nas primeiras horas do dia já estamos exaustas e com os cabelos em pé, não é mesmo? Nestas horas a compreensão afetiva do que significa e significou para cada um de nós a escolha de ser mãe faz toda a diferença. A escolha diante de pressões sociais, familiares e/ou diante do próprio relógio biológico feminino podem gerar muitas outras caraminholas e questões internas. Independente do motivo o qual nos levou para o mundo da maternidade, com certeza, todas iremos chorar, sentir muitas angústias, incertezas , entre outras questões. Porém, tendo a afirmar que se a maternidade for uma escolha afetiva as dificuldades tendem a ser sanadas com menos angústias e culpas.Afirmo isto, pois a maternidade requer  muitooooo afeto, requer que não sejamos egoístas, requer um sentimento de  aceitação que nem tudo é perfeito e/ou do jeito que a gente gostaria que fosse,  e requer o sentimento da certeza de que estamos em um barco que navegará em dias de calmaria e em dias de tempestade.E é justamente nos dias de tempestade, que temos que ter a nossa escolha muito bem resolvida internamente. Senão corremos o risco de sermos mães que só reclamam, mães que não são felizes no mundo profissional, mães que vivem angustiadas, mães que se consomem pelo sentimento da culpa , entre outras.Afirmo isto, não no sentido pejorativo, mas seguindo as minhas sensações e percepções diárias de que ser mãe não é somente dar comida, roupa, escola, divertimento… é sim exercer uma influência e um papel decisivo na formação psíquica de uma pessoinha, é exercer uma função afetiva primordial na formação da personalidade, é realmente ficarmos “nuas” diante de várias vestimentas sociais e/ou familiares que as vezes não faz nenhum sentido para os nossos filhos.Casa bagunçada, horas na cozinha, compromissos profissionais, madrugadas sem dormir, adaptações diárias de nossa rotina… e todo este cansaço e incertezas se amenizam diante de um sorriso e/ou diante de um abraço de nossos filhotes.Fala sério amigas mães seguidoras…ser mãe não é uma total escolha, escolha esta que deve ser afetiva e pessoal? Concordam comigo?    Beijos para todas as mamães e, principalmente, para as mães de prematuros que comemoraram comigo no dia 14, o dia oficial da saúde dos prematuros.Até, Tete e Maitê Maria

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