‘Eu só quero chocolate’, ou melhor, um pirulito.

Olá a todos os seguidores,
Hoje, gostaria de compartilhar com vocês um sentimento ‘bem real’ que tomou conta da minha noite desse último domingo.
Ao chegar em casa, após todas as tarefas típicas de um domingo, entre elas brincar ao ar livre com a filhota, almoçar em família, ir ao supermercado e tirar dinheiro para a semana, observei no chão da sala vários papéis picados de chocolate amargo.
Respirei e pensei: “ dar um jeito na sala, também faz parte das tarefas dominicais”.  Inclusive, eu afirmo que faz parte mesmo é das tarefas diárias! Tirando o cansaço típico de uma mãe de uma criança com 2 anos, eu estava indo muito bem. Mas de repente me esbarro com Maitê Maria e vejo que em suas mãos continha um imenso pirulito, com cobertura de chocolate, sendo devorado como se fosse a comida mais saborosa que ela já havia experimentado em sua vida.
Pois bem… um monte de papéis de chocolate no chão da sala e um pirulito de chocolate sendo devorado, obrigou-me a fazer uma rápida recapitulação do meu dia. O que será que minha filhota havia comido de nutritivo naquele dia de domingo?
No fundo da minha ‘alma materna’, eu gostaria de encontrar uma lista de verduras, legumes, muita carne, muita fruta e muito suco natural… Todos os alimentos nutritivos que havia dito, antes de engravidar, que  faria parte, exclusiva, do cardápio da minha filha, pelo menos durante a primeira infância.
E ao contrário do cardápio dos meus sonhos, eu listei, em questões de segundos que Maitê Maria havia feito, sim, era o cardápio dos sonhos e desejos dela e, jamais, os de uma mãe consciente sobre a importância da alimentação.

Chocolate, pães, bolachas e o imenso PIRULITO- que eu mesma comprei para ela- foram os itens- chamados de alimentícios e não de nutritivos- que mais apareceram na lista das refeições de Maitê naquele domingo.

Preciso afirmar que ao me tornar bem consciente daquela situação caótica alimentar, um frio na boca do estômago tomou conta de mim. E a única reação que consegui expressar foi, justamente, permanecer estática, contemplando o ato final da ‘morte do pirulito’. Porque Maitê Maria mais parecia devorá-lo do que degustá-lo.
E ao final do pirulito, ainda propus- impulsionada pelo meu sentimento de culpa- um prato com arroz, feijão e frango. Mas óbvio que todos esses alimentos foram negados. Afinal de contas, depois de tantas besteiras e cheias de açúcar e gordura, comer grãos e proteína, mais parecia uma piada.

E eu aqui, poderia ter dois caminhos a seguir: 1º – culpar-me, culpar-me, culpar-me e me sentir a pior mãe do mundo ou, 2º – culpar-me de leve, sentir-me uma mãe bem real e não ter vergonha em afirmar o ocorrido.
Algumas amigas-mães até apareceram em minha mente. Algumas fazendo o papel do diabo e outras fazendo o papel do anjo. Eu decidi, desaparecer com os ‘diabinhos- culpa’ e ficar mesmo, somente, com a fala das mães- anjas, como, por exemplo: ‘permiti hoje no almoço batata frita e hambúrguer’, ‘a sobremesa foi uma trufa gigante de chocolate’, ‘a mamadeira hoje foi de suco de caixinha’ e, assim, por diante…
Tenho que afirmar que independente de julgamentos morais ou não, decidi mesmo foi terminar o domingo dando boas gargalhadas com a minha família. Tentei deixar a culpa menos ‘rigorosa’ e recordar das minhas sensações quando os meus pais deixavam que eu saísse da rotina alimentar dos dias da semana. Huuuummmm… uma lembrança muito boa e muito gostosa tomou conta de mim, pois eu adorava comer ‘cheetos’ e todos aqueles malditos salgadinhos- nos finais de semana- que somente continham muito sal e muita gordura.
Tudo bem que atualmente sou hipertensa -risos internos-, mas não posso afirmar que o motivo tenha sido os salgadinhos malditos dos finais de semana. Porém, esse fato me fez refletir que tudo bem mesmo uma criança se lambuzar, raramente, de porcarias do mundo alimentício. Isso faz parte, sim, dos desejos infantis! Mas nada como uma alimentação saudável para garantir uma melhor qualidade de vida e de saúde para os nossos filhotes, não é mesmo?
Fim, com um nível mediano de culpa! Se eu não optar pelo fim desse post, a minha culpa pode aumentar e muitoooo. E desejo ter uma noite mais tranquila. 
Até o próximo post, um grande beijo, Tetê e Maitê Maria  

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