Relação entre pai e filha

Olá a todos os seguidores!Como viram no último post, Maitê Maria está cada dia mais independente. Consegue chegar onde quer, ir e vir, escalar os móveis com uma grande facilidade, entre outras “serelepices”. É tanta independência e movimentação para todos os lugares, que a mamãe agora entende o que todas as mães pontuam sobre o inicio do andar.É uma fase muito esperada por todos nós que somos pais, uma fase muito linda, cheia de conquistas, mas que requer bastante energia por parte dos cuidadores. Por isso mesmo, os papais e todas as figuras afetivas significativas para a criança precisam estar aptos a ajudar a qualquer momento, rsrsrsrs!E como o papai Marcel está cada vez mais confiante em seus cuidados diários e brincadeiras com a Maitê Maria (pois no começo tinha muita insegurança), resolvi parabenizá-lo neste post e agradecê-lo pela sua paternidade.Postei um vídeo lindo de “pura” demonstração de amor e afeto entre pai e filha. Espero que gostem. E para completar, postei também um texto curto que escrevi o ano passado para o Gloob (site da globo) sobre a figura paterna do século XXI.


O pai do século XXI: um “verdadeiro” pai de família

 Diante de tantas transformações sociais e culturais que a sociedade atual passou e vem passando não é mais possível ver a figura do pai,  apenas, compreendendo-o como a figura central de autoridade e de sustento financeiro na estrutura familiar contemporânea.

É isto mesmo. Por mais que ainda tenhamos influências culturais e normativas do século XX em nossos comportamentos, as relações e os possíveis arranjos familiares modificaram, sendo possível uma igualdade entre homens e mulheres.

Justamente diante desta igualdade entre os afazeres/ rotina de pais e mães e os novos arranjos familiares, alguns estudos designam a paternidade e a maternidade como “função paterna” e “função materna”. Ou seja, os cuidados diários dos filhos, como levar à escola, dar banho, dar comida, o acolhimento/o afeto diante das necessidades e inseguranças e a imposição de limites e regras/normas sociais são realizadas, atualmente, em conjunto pelo casal e/ou outras pessoas afetivamente significativas para criança, como avós e tios e, não, necessariamente, somente pelas mães diante da clássica maternidade. Portanto, atualmente, pais e mães realizam em conjunto as funções da paternidade e da maternidade.


Quando ocorre esta junção e igualdade entre as funções e papéis entre homens e mulheres, não estamos pontuando que a identidade de pais e mães se fadaram ao fim e, sim que se modificaram frente às atuais demandas sociais.

Com certeza ainda existem famílias muito tradicionais em que os pais ainda são vistos como a identidade familiar da autoridade, limites e normas, além de ser o eixo financeiro. E com certeza a grande maioria dos homens ainda enfrentam  a “cara feia” de chefes e colegas de trabalho quando precisam sair mais cedo do trabalho para pegar os filhos na escola, levá-los ao médico e/ou outra demanda que, originalmente, somente a mulher poderia executar.

As pesquisas afirmam sobre a importância do vínculo afetivo entre pais e filhos, identificando o companheirismo, o carinho, a participação efetiva nas atividades diárias dos filhos e o acolhimento afetivo como elementos chave, capazes de potencializar o desempenho escolar, a vida social, a saúde física e emocional das crianças.


Portanto, aquela tradicional tendência dos pais de chegarem cansados do trabalho, impondo momentos de silêncio e quietude para verem e/ou lerem o jornal já não tem muito espaço nas famílias atuais, sendo severamente criticada pelos especialistas. Os pais estão cada vez mais envolvidos e participativos em todas as atividades de seus filhos, sejam as destinadas aos cuidados diários, lazer, diversão e as direcionadas à vida escolar.

Pais do século XXI estão se tornando “verdadeiros” pais de família…
Um grande beijo da Tete e da Maitê Maria e até o próximo post.

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